O poder da produção independente, por Ithamar Alvim

 
 
 

A cada semana um convidado especial se junta ao Show Música para contribuir conosco e trazer uma visão diferenciada para nossos leitores. Nesta semana, Ithamar Alvim, contrabaixista formado pela Bituca / Universidade Popular de Música, foi integrante de diversas bandas de Juiz de Fora e atualmente participa da banda Acoustic N’Roll, além de ser um dos companheiros da carreira do cantor Will.  Nesta crônica, o nosso amigo nos explica que a exposição do trabalho musical está cada vez mais facilitada pelas novas tecnologias, mas ainda depende do suor sagrado de cada dia.

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O poder da produção independente

 
 
 

É muito comum, hoje em dia, bandas e artistas se destacando no cenário musical, de forma independente. Isso se deve a grande liberdade que os artistas tem de produzir seu próprio conteúdo, sem as restrições e os limites, impostos pelas grandes gravadoras.

Hoje nós temos um mercado muito dinâmico e direto. Antigamente, os artistas eram reféns da “sorte” de conseguir um contrato e poder produzir material. Nos dias de hoje, o que vemos é uma organização de ideias e formas de como introduzir seu material no mercado.

Se pegarmos todo o processo, que vai das primeiras pré-produções, até a finalização de um disco, por exemplo, vemos que “quem tem cabeça” sai na frente.

Cada vez mais, os artistas, produzem mais, se envolvem mais, se arriscam mais e automaticamente se lançam no mercado de forma direta e “barata”.

 
 

A banda Forfun atingiu o auge se utilizando das ferramentas gratuitas que a internet proporciona mas não conseguiu se manter e finalizou os trabalhos recentemente
A banda Forfun atingiu o auge se utilizando das ferramentas gratuitas que a internet proporciona mas não conseguiu se manter e finalizou os trabalhos recentemente

 

A internet

 
 

Hoje nós temos uma enorme ferramenta a nosso favor e um trabalho organizado e bem feito, lançado da maneira certa e na hora certa, dá resultados muito próximos a trabalhos lançados por grandes gravadoras e escritórios, com grandes investimentos por trás.

O dinamismo que envolve a liberdade de criação é cada vez mais presente, resultando na enorme quantidade de material que podemos conferir na internet. Isso, em partes, pode nos fazer achar que quanto mais fácil produzir material, mais a chance de aparecerem trabalhos ruins e mal feitos. De certa forma sim, mas se pensarmos o quão grande é a concorrência em termos de quantidade de bandas, vemos que cada vez mais as bandas e artistas que se destacam de forma independente passam por uma “peneira” muito maior e assim se destacam correndo bem a frente de outras bandas que só tem um material “legal”.

Um exemplo disso são os órgãos de arrecadação de direitos autorais. Hoje, além de produzir e lançar por conta própria, os artistas podem se afiliar a órgãos como a ABRAMUS e receber seus direitos sem precisar do auxilio de uma gravadora, como era antigamente.

Os cadastros são para todos que participam da produção de um material. Os compositores, músicos que gravam as músicas, intérpretes, produtores musicais e engenheiros de áudio recebem seus direitos, em cima das porcentagens estipuladas nas edições (na hora dos registros) e recebem sua grana de acordo com a execução do trabalho.

 
 

A banda supercombo utiilizou-se das ferramentas da internet e chegou à exposição máxima no programa Superstar
A banda supercombo utiilizou-se das ferramentas da internet e chegou à exposição máxima no programa Superstar

 

As bandas tem uma enorme liberdade e assim produzem seu material, criam estratégias de divulgação e se lançam no mercado de forma convincente. Vemos bandas se destacando e fazendo um ótimo trabalho nas redes sociais. Já vi bandas que lançaram seu material antes mesmo de lançarem o grupo em um show, por exemplo, criando admiradores antes mesmo de poder se apresentar para os mesmos.

Temos vários exemplos de bandas que estouraram através de contratos com gravadoras e depois se tornaram independentes, como temos as bandas que se lançam independentes e fazem um trabalho tão bem feito, que chamam a atenção das grandes gravadoras e chegam mais forte ainda no mercado.

De qualquer forma, o mais legal é poder ver a galera correndo atrás, com muito mais confiança e embasamento do que a anos atrás. Se você quer apenas divulgar seu som, sem grandes expectativas ou tem a intenção de lançar um disco e conseguir chegar no tão esperado sucesso, faça!!!

 

“QUEM TIVER CABEÇA” VAI SAIR NA FRENTE!!!

 
 
 
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O texto acima foi reproduzido a partir do original enviado e expressa uma opinião do convidado da semana. Desta forma pode não expressar, necessariamente, a opinião do Show Música.

 
 
 
 
 

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