Banda referência para o Brit Pop, Stone Roses anuncia nova volta aos palcos.

 
 
 

Uma das influências fundamentais para o que viria a ser chamado de Brit Pop, e banda chave para a cena inglesa da transição dos 80 para 90, The Stone Roses anunciaram mais uma reunião para 2016. Para alegria dos fãs britânicos, o grupo divulgou que fará uma série de concertos em Manchester, previstos para junho do próximo ano. O grupo prevê ainda sua participação no “T in the Park”, festival de grande porte realizado anualmente em Perthshire na Escócia desde de 1994.Os rumores que circulam pela imprensa britânica, sinalizam também para a possibilidade (ainda não confirmada pela banda) de um novo álbum. O retorno aos palcos acontece pouco mais de dois anos após sua última reunião.
 
Integrada em sua formação clássica por Ian Brown, no vocal, John Squire, na guitarra), Mani (Gary Mounfield) , no baixo e Reni (Alan Wren), na bateria e segunda-voz, já ao lançar seu primeiro álbum, The Stone Roses, em 1989, pela gravadora Silvertone, o grupo alcançou sucesso de público e repercussão de crítica imediatos, além de ter registrado muito bem o espírito de liberdade e otimismo da cena que integravam.
Fruto do que foi considerado por alguns o “Segundo Verão do Amor” na Inglaterra, em referência ao verão hippie de 1967, o álbum trazia em sua sonoridade reflexos de uma cena neo-psicodélica embalada a muito consumo de ecstasy, assim como claras referências aos precursores anos 60. A capa remetia tanto às pinturas de Jackson Pollock, quanto aos conflitos estudantis de 1968 (os limões presentes na capa, seriam uma referência à pratica dos manifestantes juvenis de chuparem limões contra os efeitos do gás lacrimogênio), movimentos estes que deram mote também para a faixa “Bye, bye badman”
O rápido reconhecimento de crítica e de público levou os integrantes a buscar ampliar suas possibilidades assinando com uma gravadora maior, o que resultou em uma longa disputa judicial entre eles e a Silverstone. Com isso a banda só pode assinar com sua segunda gravadora, a Geffen Records em 1991, lançando o sucessor de seu álbum de estreia, apenas em 1994, com o título de Second Coming.
 

 
Mas o momento chave para a banda parece que já havia passado. O foco das atenções em nível mundial estava no grunge, e, na Inglaterra, no Brit Pop, ironicamente, formado por muitas bandas influenciadas pelo próprio som feito poucos anos antes pelo Stone Roses. Talvez em função do próprio espírito volátil do cenário inglês do período – sempre empenhado em revelar a nova grande banda dos próximos seis, meses, para isso, descartando a última grande banda do semestre anterior – o novo álbum foi alvo de muitas críticas negativas.
Se numa audição historicamente distanciada isso pode ser considerado uma má vontade de momento, ou um “castigo divino” contra a pretensão dos garotos de se sobreporem em sucesso, ao pastor Bono Vox e Cia (segundo declaração feita no período áureo dos Roses), o certo é que aquele foi o fim da linha para a fase de maior influência do grupo.
Com faixas mais longas, guitarras mais pesadas e com maior ênfase nos solos, associadas a groovies mais presentes, pesados e dançantes, o álbum soa muito distante do Lp de estreia. Talvez isso não fosse o que se esperava da banda e talvez não representasse algo de tão bombástico enquanto inovação, em relação a um cenário que a própria banda ajudara a criar e repleto de novidades, mas está longe de ser um disco ruim.

 
 

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Seja como for, o certo é que, depois de uma série de mudanças de formação em um curto espaço de tempo, aliadas a divergências musicais, o grupo se desestruturaria em plena turnê de divulgação do álbum, encerrando suas atividades. Sua primeira gravadora, a Silverstone ainda legaria aos fãs elogiada coletânea The Complete Stone Roses reunindo single e b-sides, mas o grupo permaneceria afastado dos palcos até 2012.

“Madchester” e a grande promessa que desbancaria o U2

Um dos mais importantes e influentes grupos da cena inglesa da transição entre a década de 80 e a década de 90, The Stone Roses foi uma das bandas centrais do que ficou conhecido como “Madchester. Com uma sonoridade mais orgânica e mais centrada no rock alternativo e no resgate de referências sessentistas, os Stones Roses, despontavam como uma das grandes promessas do rock, à ponto de se permitirem comentários típicos da arrogância juvenil do rock inglês, como o de que eles estavam chegando para desbancar o U2, no momento em que a banda irlandesa ascendia ao mainstream a mundial com força total. Se o grupo teria fôlego para cumprir tal desafio caso não tivesse interrompido sua trajetória precocemente, é impossível avaliar, mas o certo é que seu primeiro álbum tem sido presença frequente nas famigeradas listagens de melhores álbuns de todos os tempos, que apesar de duvidosas, em geral, servem de alguma referência.

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O movimento que ficou conhecido como Madchester, foi de vital influência para o Brit Pop e teve como cenário a cidade de Manchester (Inglaterra), que já vinha desde o final dos anos 70 sendo berço de bandas fundamentais do rock inglês pós-punk, como o Joy Division, The Smiths e New Order.
Apesar de não integrar o movimento, o New Order foi uma das bandas fundamentais para que este tivesse a repercussão que teve. Formada pelos integrantes do Joy Division após o suicídio do vocalista e principal compositor Ian Curtis, seu papel seria tanto de influência, quanto de catalizadores dessa nova cena, já que foram eles os criadores da casa noturna The Hacienda, local onde o movimento nasceu e se desenvolveu com seu mix de influência de rock alternativo, rock psicodélico sessentista e dance music. Entre os grupos mais representativos dessa cena, além dos Stone Roses, estão Happy Mondays, Inspiral Carpets, James, The Charlatans e A Guy Called Gerald.

 
 

Outras bandas fundamentais da cena “Madchester”

 

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