#Entrevista – Banda Valvulada

 
 
 

É possível fazer música dançante e mais “comercial” de boa qualidade? A banda Valvulada mostra que sim! Músicos de diversas vertentes da música juizforana se juntaram para fazer o povo dançar e se divertir através de variadas manifestações rítmicas brasileiras (com algumas pitadas estrangeiras) permeadas com versões diferenciadas de clássicos da nossa música. Carlos Fernando Cunha e Edson Leão – vozes, Wesley Carvalho e Danniel Goulart – guitarras, William Tonasso – contrabaixo, Advar Medeiros – sax e flauta, Ângelo Goulart – bateria e Toddynho e Jansen nas percussões estão nesta verdadeira salada rítmica e musical. Os valvulados, que apesar de já terem encerrado os shows de Rael e Diogo Nogueira, fazem o primeiro show pra chamar de seu nesta próxima quarta-feira, dia 25 de maio na praça Antônio Carlos às 18 horas, em Juiz de Fora. Estivemos em um dos ensaios do grupo e conversamos com Carlos Fernando Cunha e Edson Leão – vocalistas do projeto.

 
 

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Show Música – A banda possui, em sua maioria, diversos componentes que também fazem parte do bloco pré-carnavalesco Parangolé Valvulado. Como se deu essa formação e qual o grau de independência em relação ao bloco?

 

Carlos Fernando: O próprio bloco já é um grande coletivo com pessoas de diferentes ramos da música, que fez com que o bloco crescesse muito. Desta junção diferenciada que brotava dos ensaios abertos, reuniões e apresentações na rua, surgiu a vontade de tocar junto em um projeto que pudesse durar o ano inteiro e não ficasse preso nem ao período anterior ao carnaval e nem, no quesito musical, às músicas que o bloco toca. E esta questão da diferenciação musical já é o primeiro sinal de independência da banda em relação ao bloco.

 
 

Show Música: E como se dá essa escolha de repertório do projeto?

 

Carlos Fernando e Edson Leão: A intenção maior é tocar música boa pra dançar. Fazer diversão com qualidade – apesar da “qualidade” ser relativa, dependendo do gosto de cada um. Cada integrante trouxe diferentes referências que formam a nossa suruba musical. Que tenhamos apresentações que saiam da mesmice com um repertório predominantemente brasileiro. Assim a banda pode provar que dá para agradar diferentes públicos através de uma interação poderosa e quase comercial sem ser apelativa, como as pessoas se acostumaram em bandas de baile, sertanejo e pagode/axé. Temos muito samba de qualidade, MPB, maracatu e até o rock. Todos dentro de uma mescla que tenta misturar bons artistas e compositores novos com um resgate de outros mais antigos.

 
 

Show Música: E dentro desta proposta diferenciada, existe espaço para as composições autorais?

 

Sim. Apesar de as músicas que tocamos já terem uma identidade própria através dos nossos arranjos, temos grande intenção de futuramente apresentarmos canções compostas para o projeto. Apesar da vontade, queremos que isso surja naturalmente, sem prazos para que não fique algo forçado. Alguns dos componentes já tem parcerias autorais de outros projetos ou em situações individuais. Desde o primeiro ensaio da banda vimos uma junção muito criativa. Assim, achamos que isso tudo resultará em breve em músicas com a cara do projeto.

 
 

Show Música: O que esperar deste show e dos próximos que virão?

 

Banda Valvulada: Apesar de termos encerrado noites de artistas reconhecidos, temos que esta apresentação do dia 25 é a nossa estreia de fato. É a primeira vez que o show anunciado é o nosso. Será um grande teste para vermos quais tipos de público teremos pois quem estará lá será exclusivamente para nos ver. Por ser em uma praça teremos a total noção de alcance que o repertório e os arranjos terão em pessoas de diferentes faixas de consumo musical. Para os demais shows, podemos sempre prometer essa mistura eclética com alta interação com o público, fazendo o dançar do início até o fim.

 
 

Lembrando e convidando para o show:

 

 
 
 
 
 

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